
A palavra de ordem em Portugal, e em muitos países da Europa, é a redução do Estado. O orçamento português para 2012 foi aprovado com severos cortes. Medidas que mais chamam a atenção: estabelecimento de teto salarial para o serviço público, redução de embaixadas e consulados no exterior, cortes na pensões e aposentadorias, revisão de remunerações no serviço público e congelamento salarial, ampliação dos horários de expediente no serviço público e na iniciativa privada, cortes de abonos de férias e 13 e 14 salários dos servidores, venda de imóveis do Estado, alienação de ativos de empresas públicas, redução de efetivos militares, eliminação de feriados, etc. As discussões no parlamento português foram acaloradas. O objetivo do governo é atender às recomendações e acatar às 'medidas de austeridade fiscal' impostas pelo bloco franco-germânico e pelo FMI, e se preparar para um possível crescimento econômico em 2013 e 2014. A oposição (derrotada na votação) no parlamento não se conforma com "os excessos" nas medidas, eis que vão muito além das exigências do programa de assistência financeira. Os servidores públicos já foram às ruas protestar - inclusive os militares (o que recrudesce a situação). O desemprego gira em torno de 12 e 13%, e o déficit público em torno de 6% do PIB. Os sindicatos anunciam greve geral, e não concordam com o fato de o serviço público "pagar a conta" da crise sozinhos.
Portugal foi o terceiro país da zona do euro a solicitar ajuda, depois de Grécia e Irlanda. Recebeu um crédito de 78 bilhões de euros da UE e do FMI em troca da aplicação de um rígido plano de coretes e de reformas para reduzir o déficit e a dívida.
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