Há uma discussão constante em Portugal, e que se inicia também na Espanha (que está prestes a adotar medidas "austeras" pela recentemente empossada administração Rajoy), a respeito dos limites da "austeridade" tão propalada pelo governo. "Austeridade" foi o nome dado ao conjunto de medidas visando o combate à crise financeira, em atendimento às orientações da Troika e da dupla Merkel-Sarkozy. É incrível como se joga com a linguagem. O discurso "de choque" sempre usa de eufemismos para anestesiar as resistências.
Os portugueses questionam se realmente as medidas impostas - que vão desde os cortes de pensões e subsídios de natal e férias de servidores públicos, passando pelas privatizações, indo até a majoração da carga horária de trabalho e extinção de feriados - serão realmente eficazes para o solucionamento da crise financeira. Questionam alguns se não estaria havendo um possível "oportunismo" da parte dos grandes grupos econômicos para avançar na sempre desejada redução dos "custos de transação".
Os portugueses questionam se realmente as medidas impostas - que vão desde os cortes de pensões e subsídios de natal e férias de servidores públicos, passando pelas privatizações, indo até a majoração da carga horária de trabalho e extinção de feriados - serão realmente eficazes para o solucionamento da crise financeira. Questionam alguns se não estaria havendo um possível "oportunismo" da parte dos grandes grupos econômicos para avançar na sempre desejada redução dos "custos de transação".
Com o discurso de defesa de uma maior competitividade de Portugal na arena global, passa-se a discutir, a partir das "orientações" da Troika, a redução dos salários. A oposição no Parlamento português promete postura combativa nessa questão. Fala-se que em Portugal está-se diante da maior afronta a direitos sociais trabalhistas da história recente.
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